segunda-feira, 25 de abril de 2011

EU ME VENDO?


 Será que eu me vendo? Pra não enxergar os resquícios que você deixou na minha maneira de ser. Ou será que eu me vendo? Pra quem sabe você comprar a idéia de quanto nos fazíamos bem.
 Será que eu me vendo? Pra ficar cego a respeito dos motivos que me fazem sentir saudades tuas. Ou eu me vendo? Pra te convencer que vale a pena matarmos essas saudades.
 Será que eu me vendo? E te digo que seus piores defeitos me interessam mais que as maiores qualidades das outras pessoas. Ou eu me vendo? Pra não conseguir ver o quanto faz falta um simples bate-papo contigo.
 Me vendo? E tento recuperar o tempo que imaginei passar te olhando. Ou me vendo? E simplesmente desisto de visualizar todas as possibilidades de compartilhar bons instantes.
 Entre me vender e me vendar existe um pequeno limite, uma tênue linha em que nesse exato momento me encontro, sem saber que rumo tomar. Porque os argumentos que tenho pra vender são tão bons quanto os pra me vendar. Basta decidir o que vale a mais pena. Vendar-me, vender-me ou até mesmo desvendar-me, são os dilemas de quem aprendeu a conviver com a solidão, mas que ás vezes puxa um pouco da venda para espiar como seria a vida se ás vezes, nem que seja por um breve espaço de tempo, eu pudesse enxergar alguém além de mim mesmo

5 comentários:

Jean Peixoto disse...

Mas olha só hein...Peter escrevendo poemas...
Show de bola o texto...Vc se vendo ou se vendendo,mandou bem...Seja ela quem for...Ou Ele,sei lá...Nos dias de hoje ñ se sabe néh...hehehe...Brinks...
Abrazzzz !!!

Ricardo disse...

Muito bom mesmo!!!!

Roberta disse...

Pitter muito bom mesmo,vai longe parceiro ;)

Daiane disse...

Me surpreendeu...

Anônimo disse...

Não se venda...
Vende-se e mergulhe de cabeça...
Haverá uma pessoa que terá o prazer de ajudar você a se desvendar...

Beijinhos com sabor de queijo minas e doce de leite!!!

KARLA